Querer mudar o mundo, uma tarefa nada fácil para se completar, para se responsabilizar... Penso que muitos se apegam a ela, e sentem peito esvaziar, se angustiam, vendo que resta um mundo que chora.
Como concretizar essa morfose...?! Toda vez que eu acho que encontrei um meio alguém me veta!
Não é fácil não ter liberdade de ações futuras quando se vive com os pais, e é jovem!
É, eu não posso escolher 100% do meu futuro.
Como muitos, saber que o mundo precisa de mim é o que me faz viver, é o meu etanol.
Viver também é errar, sofrer, se arrepender, e por incrível que pareça, gostamos de viver. Errar e sofrer foi intrínseco para mim, porque eu me senti mais crescida e tolerante depois de muitos episódios problemáticos e desgastantes da minha vida. Como disse, depois de tudo, virei uma pessoa bem tolerante, com tudo e com todos, e o mais irritante, por me deixar impotente, é ter que conviver e obedecer a quem não conhece o meu histórico- assim essas são as mesmas pessoas que não entendem a minha tolerância e confiança nas pessoas. Já tive que me desfazer de muitas amizades pelos meus parentes e já tentei defender das acusações ignorantes feitas por eles à vários grupos oprimidos pelo preconceito. Obviamente, não obtive muito sucesso.
É, eu amo pessoas, amo conhecer pessoas novas, diferentes, com experiências de vida diferentes, e eu amo poder ajudar, defende-las e assim fazer parte da vida delas, e mesmo não fazendo, me dá muito prazer.
Uma música que retrata todo esse sentimento de compaixão, de tolerância com o diferente da minha realidade é “Olhos Abertos” de Zé Rodrix, mais conhecida na voz de Elis Regina:
“Atravessando uma ponte de noite, no meio da chuva
Cercada pelo silêncio daquela cidade do interior
Depois da ponte uma estrada de terra, molhada de chuva
Cercada pelo silêncio e sem nenhum pedaço de amor
Vendo os olhares desertos de tantas pessoas antigas
Tantas pessoas amigas querendo um cigarro e um carinho
Gente que puxa uma briga na estrada, com os olhos brilhando
Precisa só de um abraço, bem forte e bem dado
E eu quero encontrar as pessoas
De mãos e olhos abertos
Sem me preocupar com dinheiro e posição
Eu preciso encontrar as pessoas
Ficar de mãos dadas com elas
Conversar com a boca e os olhos do coração”
Sinto que estou aqui pra isso, quero conhecer todo o tipo de pessoa, seja pobreou rica, seja de esquerda ou direita, seja de qualquer gênero, seja GLS, seja inteligente ou burro, seja de qualquer religião e etnia, e são pra essas pessoas que eu vou mostrar a minha retórica, ouvir opiniões com os olhos brilhando ou com a cara amarrada, e remontar a minha retórica. Comunicação não é surreal? É esse o meu jeito de mudar o mundo . Ninguém me impedirá de fazer isso, nem meus próprios pais.
sábado, 25 de julho de 2009
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